”A tempera de uma alma é dimensionada na razão direta do teor de poesia que ela encerra” (Horácio Quiroga)

quinta-feira, 3 de março de 2016

Reduzível

Sentes minhas mãos quanto te tocam?
Percebes a aspereza dos meus dedos?
São mãos maltratadas pelo ofício duro,
São dedos brutos ofendendo tua pele.

Ainda assim tu me queres, me desejas?
Ainda assim tu me convidas ao teu leito?
Teu desejo, agora intenso, pode apagar-se
              E tua cama, tão alva, substituir-me, ligeira.

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